QUESTÃO
Leia o texto abaixo.
O texto como placebo
Autoajuda encerra uma lição que vale para a ciência: O paciente precisa do amparo das palavras por Moacyr Scliar
A palavra placebo (do latim agradarei) refere-se a uma substância ou um procedimento que, teoricamente, não faria efeito sobre o organismo, mas que acaba tendo resultados terapêuticos, pela crença que uma pessoa deposita nela. Pergunta: é o texto um placebo?
No caso da ficção, pode-se dizer que sim. É algo que resulta da imaginação de um escritor, de um cineasta, de um dramaturgo; mas, quando agrada o espectador ou o leitor, exerce um efeito que poderíamos chamar de terapêutico. A ficção ajuda a viver. E isso inclui uma melhora da saúde – pelo menos do ponto de vista psicológico.
Para muitas pessoas a leitura é um amparo, um consolo, uma terapia. Daí nasceu inclusive um gênero de livros que se tornou popular: as obras de autoajuda.
Diferentemente da ficção, elas aconselham o leitor acerca de problemas específicos: luto, controle do stress, divórcio, depressão, ansiedade, relaxamento, autoestima, e até a felicidade. Esse tipo de leitura faz um enorme sucesso; não há livraria que não tenha uma seção destinada especialmente à autoajuda.
No texto, o autor defende que os livros de autoajuda são placebos porque:
(A) não há livraria que não tenha uma seção destinada a eles.
(B) tornaram-se populares nas livrarias especializadas no assunto.
(C) levam à melhora de saúde da pessoa, pois resultam da imaginação de um escritor, de um cineasta, de um dramaturgo.
(D) promovem o bem-estar da pessoa quando aconselham, por exemplo, sobre problemas, como o controle do estresse, da depressão, da ansiedade.
| Gabarito: D | ![]() |